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terça-feira, 29 de junho de 2010

Página do FaceBook da selecção francesa

Muito bom. Só esperemos que a página do Facebook da selecção portuguesa não acabe da mesma forma ;-). Aquelas histórias da lesão do Nani e mais recentemente do Deco não me convenceram... Se a coisa der para o torto logo saberemos a verdade. Já dizia o outro, zangam-se as comadres, sabem-se as verdades...

(clicar sobre a imagem para ampliar)


Novas Oportunidades 2

Pois bem, o post anterior parece-me sugerir algum tipo de desrespeito por quem beneficia do programa Novas Oportunidades. Estarei eu a chamar incompetentes ou estúpidos a essas pessoas ou a quem as ensina? Nada disso!! Estes adjectivos pretendem qualificar quem concebeu este programa que, no espaço de 1 (um) ano ou pouco mais pode conferir a alguém que à partida chega com o 9º ano uma equivalência ao 12º ano, o mesmo é dizer que essa pessoa faz 3 anos em apenas 1. E quais os conhecimentos que adquiriu? Será qualquer coisa do género:

- Muito bem, Sr. Manuel, quanto é a raiz quadrada de 4?
- O quê? Agora quer que vá cavar junto às árvores para ver se encontro 4 que tenham a raiz quadrada????

Acho que é positiva a implementação de programas de qualificação/certificação mas para isso não seria necessário fazer crer às pessoas que, de facto, possuem algum tipo de conhecimento que possa, seja de que forma for, equivaler aos conhecimentos que um aluno do 12º ano possui. Desde logo é enganar essas pessoas e, por outro lado, desvaloriza grandemente o facto de alguém ser possuidor de habilitações académicas ao nível de um 12º ano. Chamem-lhe outra coisa, certificação de aptidões de nível X na área profissional Y. Agora fazer equivaler umas quantas biografias e portefólios de qualidade mais ou menos duvidosa ao 12º, ou até a um 9º ano, é que não.

Mais uma vez é enganar o Zézinho, para venderem computadores e contratos de internet no âmbito do e-escola e ajudarem os amigos a embolsar mais uns milhões e a despacharem equipamentos informáticos de refugo e, numa perspectiva de mercado, ultrapassados. Quem adquire um computador via programa e-escola hoje e vá a uma loja verificar qual o preço de venda ao público desse equipamento vai ter alguma dificuldade em conseguir obter essa informação, pois o mais certo é que esse seja um modelo cujo fabrico foi terminado e que inclusivamente já não se encontra à venda, tendo sido substituído por outros modelos.

Mas deixa andar, quem vier em último que feche a porta....

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Novas Oportunidades

Novas Oportunidades ou mais "gandas" oportunidades?
Parece-me é que qualquer dia são todos doutores.... mas ninguém sabe nada de nada. É esperar mais uns anos e vão ver. A estupidez e a incompetência são, de facto, altamente contagiosas....

Dub Trio

Com licença que o que vamos tratar agora, aqui é da mais alta qualidade. Por mais que pareça impossível, ainda existem bandas no mundo que conseguem inovar e fazer um som jamais feito. E é esse o caso do Dub Trio.

Os elementos desta banda são instrumentistas de altíssima qualidade. Trabalham como músicos de estúdio, tendo já trabalhado, entre outros, com 50 Cent, Tupac, Mobb Deep, Macy Gray, Mos Def e Fugees. Paralelamente a este trabalho têm o Dub Trio, que surgiu apenas como uma banda de dub mas que depois ganhou guitarras distorcidas e efeitos diversos.



O Dub Trio é constituído por DP Holmes (guitarra e teclados) Stu Brooks (baixo e teclas) e Joe Tomino (bateria) e são originários de Brooklyn, Nova Iorque.

O Dub Trio fez parte das apresentações ao vivo do Peeping Tom, um dos projetos mais interessantes de Mike Patton (Faith No More).


Aqui fica um vídeo e 2 álbuns para ouvirem no leitor de mp3 quando quiserem.


Dub Trio - New Heavy (2006) - via Mediafire


Exploring the Dangers of (2004) - Mediafire

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Não me apetece escrever

Não me apetece escrever. Não me apetece ver televisão. Não me apetece o que quer que seja.
Está calor. Portugal ganhou 7-0 mas isso parece não ser nada. E nem é, se pensarmos bem. O que é ganhar 7-0, ainda que na fase final de um Campeonato do Mundo de Futebol? Vejamos:
- Jogámos contra a equipa classificada como sendo a 106º melhor do mundo;
- Quem conhece o Kim Sang Nong ou Ja Sun Tse?
- Como é que uns tipos que não podem abrir a boca para dizer o que quer que seja podem jogar bem à bola? Olhem para o Ronaldo e outros que tal. Não dizem grande coisa quando abrem a boca mas podem e é-lhes pedido que o façam. E jogam que se fartam.

Mas não interessa. Nada interessa agora. Tudo parece meio distante e com pouco sentido. Vou ouvir música e ler um livro. Vai passar de certeza. Passa sempre...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pink Floyd - The Wall



Editado a 30 de Novembro de 1979, 'The Wall' levou os Pink Floyd a encenar, através de canções, uma narrativa conceptual imaginada por Roger Waters. O disco é hoje reconhecido como um dos clássicos maiores da história da música pop.
Chegou às lojas de discos a 30 de Novembro de 1979. Um álbum duplo, propondo uma narrativa que se descobre na sequência das canções. Uma história sobre isolamento, explorando a noção de um muro como expressão desse afastamento face aos outros e traduzindo ainda marcas autobiográficas evidentes (citando, além da história pessoal de Roger Waters, pontuais referências a Syd Barrett, o vocalista e principal autor da primeira etapa de vida dos Pink Floyd). The Wall foi um sucesso monumental, atingindo rapidamente o número um em vários territórios (entre os quais Portugal) e tornando-se depois num dos álbuns duplos com maiores vendas em toda a história da música gravada. E ganhou um novo sentido político quando Roger Waters (já sem os Pink Floyd) o encenou em Berlim, em 1990, num espaço onde antes passava o muro que em tempos dividira a cidade.
A história por trás de The Wall está longe de ser pacífica, de resto correspondendo a um período de agitadas convulsões internas entre o grupo (financeiras e pessoais), encetando um processo que culminaria com a saída do próprio Roger Waters poucos anos depois. A génese da ideia surge na sequência de um incidente no concerto final da digressão que se seguira à edição do anterior Animals (de 1977). Enervado pelo comportamento da multidão, Roger Waters deu por si a cuspir sobre um espectador da primeira fila. Incomodado pela sua própria atitude, o músico começou então a imaginar um disco conceptual que expressasse a noção da construção de barreiras não apenas entre músico e público, mas entre os seres humanos em geral.
Nos meses seguintes, ao mesmo tempo que David Gilmour e Richard Wright lançavam os seus primeiros discos a solo, Roger Waters trabalhou, por si, duas novas ideias que, depois, apresentou ao grupo para delas escolher qual seria o próximo álbum dos Pink Floyd. Uma das ideias corresponde ao que, cinco anos depois, seria o seu álbum a solo The Pros And Cons Of Hitch Hiking. A outra, com o título de trabalho Bricks In The Wall, representava o desenvolvimento da ideia nascida depois do "caso" em palco de finais de 1977. E foi o escolhido.
As canções revelavam desde logo uma personagem central para a história que se ia contar. Chamava-se Pink, desenhado como projecção de traços do próprio Roger Waters . Pink é uma alma assombrada pela presença de uma mãe sobreprotectora, magoada por professores opressivos, cada um dos seus problemas representando mais um tijolo que junta ao muro que o vai isolando. Pink é também um músico atormentado, com história de infidelidades e drogas. E, como se sente pelo jogo de afinidades na letra de Nobody Home, chama pontualmente à sua caracterização a figura de Syd Barrett.
A gravação de The Wall não foi um mar de tranquilidades. Pelo contrário, acentuou os focos de desentendimento entre os elementos do grupo que, já na digressão de 1977, começavam a dar sinais de convívio difícil. O próprio teclista, Richard Wright, chegou a abandonar o grupo a meio das sessões de gravação, surgindo como músico contratado na digressão que se seguiu ao lançamento do disco (retomando o estatuto de membro oficial do grupo oito anos mais tarde, na hora de partir novamente para a estrada, dessa vez para acompanhar a edição de A Momentary lapse Of Reason).
Com o álbum, também a 30 de Novembro de 1979, foi editado um primeiro single extraído do seu alinhamento. Another Brick In The Wall (part 2) não só se revelou o single mais bem sucedido de toda a obra dos Pink Floyd, (foi número um em vários países, do Reino Unido aos EUA, da Alemanha a França) como garantiu a The Wall um eficaz cartão de visita. Outros dois singles surgiram mais tarde, já em 1980, mas com um impacto menor. Foram eles Comfortably Numb e Run Like Hell, o primeiro destes dois reinventado em 2004 pelos Scissor Sisters, que então editavam o seu primeiro álbum.
The Wall teve longa visibilidade como disco Segunda vida em palco, numa digressão visualmente desafiante. E expressão em filme de Alan Parker, com Bob Geldof no papel de Pink. E regresso em 1990 em Berlim, assinalando a queda de um outro muro. 30 anos depois é, simplesmente, um dos maiores clássicos da história da música rock. Um must em qualquer discografia.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Led Zeppelin IV

Novo link para um post anterior.

O pessoal da 4Share classificou o uso do serviço como abusivo e cancelou o acesso público ao download do álbum dos Led Zeppelin (Led Zeppelin IV, 1971).

Aqui fica o novo link, desta vez via Mediafire:

Download Led Zeppelin IV (1971)

Até mais logo.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Nem morto.....

Nada me espanta em Portugal. Um país de brandos costumes e de vista grossa.

Este é um exemplo. Será que ninguém se deu conta do que estava escrito? Foi a primeira e única vez que aconteceu? Não me parece... Entretanto, ninguém parece querer saber, é o "deixa andar, isso não é nada comigo..."

domingo, 9 de maio de 2010

A fábrica das bolinhas azuis

Interessante esta animação. Tentem seguir o fabrico das bolinhas azuis. É de ficar louco eheheh. Faz lembrar os meandros da política em Portugal.....

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O falso conforto da religião



O homem comum entende como sendo a sua religião um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado lhe explica os enigmas deste mundo com uma perfeição invejável, e que por outro lhe garante que uma Providência atenta cuidará da sua existência e o compensará, numa futura existência, por qualquer falha nesta vida. O homem comum só consegue imaginar essa Providência sob a figura de um pai extremamente elevado, pois só alguém assim conseguiria compreender as necessidades dos filhos dos homens ou enternecer-se com as suas orações e aplacar-se com os sinais dos seus remorsos. Tudo isto é tão manifestamente infantil, tão incongruente com a realidade, que para aquele que manifeste uma atitude amistosa para com a humanidade é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de estar acima desta visão de vida.


É ainda mais humilhante descobrir como é grande o número de pessoas, hoje em dia, que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável, e, no entanto, tentam defendê-la sucessivamente, numa série de lamentáveis actos retrógados. Gostaríamos de pertencer ao número dos crentes, para podermos advertir os filósofos que tentam preservar o Deus da religião substituindo-o por um princípio impessoal, obscuro e abstracto, e dizemos: «Não usarás o nome de Deus em vão!». Alguns dos grandes homens do passado fizeram o mesmo, mas isso não serve de justificação para nós; sabemos porque é que tiveram que o fazer.

Sigmund Freud, in 'A Civilização e os Seus Descontentamentos'
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